FISOTERAPIA DESPORTIVA: QUAL O PAPEL DO FISIOTERAPEUTA?

Trabalhar no desporto é, sem dúvida, o sonho de muitos fisioterapeutas! É também uma das áreas mais diferenciadas no que toca ao grau de exigência com que se depara o Fisioterapeuta.

Desde a tomada de decisão em situações de pressão e emergência em campo, como os tempos de recuperação de lesão em timings record, passando pelos conhecimentos de nutrição e mesmo das especificidades do gesto técnico de cada modalidade, todos os dias são novos desafios.

Apresenta-se como uma área em que o trabalho de equipa é algo absolutamente fundamental e em que a articulação entre equipa médica e técnica é fulcral para a saúde e rendimento do indivíduo, assim como para a performance e resultados da equipa.

É neste binómio “indivíduo-equipa” que residem alguns dos mais importantes dilemas de quem tem o papel (por vezes ingrato) de aconselhar o atleta e decidir (ou participar nesse processo) sobre o seu retorno ou afastamento do campo…

De facto, os clubes de topo já perceberam que o trabalho de prevenção de lesões e preparação do atleta nas suas diferentes dimensões é um investimento dos mais importantes que podem fazer e que tem uma tradução direta em saúde (menos lesões), resultados (melhor desempenho e mais vitórias) e poupança de recursos!

Por isso, têm procurado fisioterapeutas que acrescentem valor ao seu corpo clínico e que tenham um conhecimento profundo sobre a reabilitação e tratamento de lesões, avaliação, prevenção e critérios de return to play. Mas a verdade é que hoje, estes domínios já não são suficientes! É também exigido um grande conhecimento de treino de força e condicionamento, otimização da performance e treino no âmbito do desporto de elite.

Mas, por que razão um jogador se lesiona?

As lesões continuam a ser um dos grandes “adversários” das equipas, daí o grande investimento que tem sido feito na sua prevenção. Vários, autores, investigadores e entidades se têm debruçado sobre este tema, pelo que agora partilhamos a reflexão da "Football Medicine” sobre esta questão:

“Como todos sabemos, prevenir / reduzir a incidência de lesões é um dos maiores desafios das equipas desportivas profissionais, bem como um pesadelo para a equipa técnica, médica e a gerência.

Independentemente do desporto e / ou nível de prática, qualquer equipa enfrentará lesões, o que sempre levará à pergunta de um milhão de dólares - por que razão este jogador se lesionou? […]

A falta de conhecimento sobre a etiologia das lesões, os fatores de risco e as formas de monitorizá-los eficientemente dentro de intervalos razoáveis, levam a que essa questão seja respondida frequentemente como um evento indesejado. No entanto, com a quantidade de evidência crescente sobre os fatores de risco de lesões desportivas, bem como a tecnologia aprimorada para monitorizar esta questão (por exemplo, GPS), a sorte ainda deve fazer parte da equação em relação à etiologia das lesões desportivas? Provavelmente não!

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